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Crónica de um louco sentimental - Ouve-me

autoria de Bruno C. da Cruz, em 16.03.05

Ouve-me agora que não digo nada que soe a alguma coisa. Ouve-me agora que me sinto mais mudo do que nunca e que parto o silêncio com choros perdidos numa insónia assídua.

Ouve-me agora que é tarde... quando a vontade de ser ouvido batia horas certas, estavas ensurdecida pelo barulho egoísta do teu ego, o Senhor de todos os teu males.

Ouve-me a respiração que enfraquece ao compasso desta dor absurda que se apoderou de tudo que me pertencia. Ouve o que diz o meu olhar preso ao escuro da solidão que me corta a alma em tiras de papel comido pelo ódio que me navega no sangue.

Ouve-me o coração que se tornou masoquista e me pede a toda a hora que lhe dê motivos para sangrar e rebentar as artérias. Ouve o que te conta o meu choro... traduz o que ele te grita porque deixei de perceber o seu idioma salgado que me inunda a cara imunda de pranto.

Ouve os meus passos. Sabes para onde vão? Seguem em círculos porque a vontade de ficar parado não manda em mim e o medo de me perder estragou a fechadura e entrou sem eu notar.

Ouve-me agora que só cuspo palavras que não falam. Ouve-me agora que perdi a vontade de te dizer algo mais do que um simples Amo-te!

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publicado às 17:05


63 comentários

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De Anónimo a 18.03.2005 às 15:10

"ouve os meus passos(...)muito lindo! Mas com um talento destes, não de que se perder, pelo contrário, há de ser achado, por aqueles que compartilham (memso que em parte) de tuas idéias, de teus sonhos. Não creio que teus passaos não saibam pra onde te levarem. Viaja! um grande abraço.
Inté.

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