De beber tantas palavras
transpiro poesia...
...De tanto sentir poesia
choro palavras.
Não me sai da cabeça: EZspecial - My Explanation É fácil seres aquilo que preciso. Basta vires e deixares que a tua alma partilhe o espaço da minha. É fácil entrares no meu coração. Basta abrires o meu peito com o sopro do amor que abrigas aí dentro e que não sabes como gastá-lo... Gasta-o comigo!

Ao som de: Damien Rice - The Blower's Daughter Quando eu pensava que te tinha esquecido, a força da tua natureza criou um terramoto dentro de mim, destruindo a base sólida da minha segurança fazendo-me querer-te sempre mais... fazendo-me querer nada mais, ninguém mais do que tu.
Limpo os destroços de uma vida, vida essa que um dia te acompanhou sem olhar para trás, sem medos, sem insegurança, com esperança de que tudo fosse para sempre. Mas nada é para sempre!
A tua chegada nunca foi para sempre. Partias momentos depois, devolvendo-me ao escuro do querer ter e não poder... devolvendo-me ao meu jogo solitário de esperas infindáveis por uma nova chegada tua.
O teu beijo nunca foi para sempre, dissipou-se sempre na altura em que eu suplicava por mais e acabava por ter de me contentar com o menos de um mais que nunca acontecia. O sabor da tua boca já nem o sinto. Já não sei a que sabes. O teu sabor também não foi para sempre, perdeu-se nas discussões em que dissemos sempre tudo aquilo que nenhum de nós queria ouvir e dizer.
O teu abraço nunca foi para sempre. A minha vontade de viver colado aos teus braços nunca foi suficiente para abrigares as minhas inseguranças, os meus medos de criança, os meus choros convulsos, as minhas mágoas caladas, os meus traumas confusos. O teu abraço perdeu sempre um braço na hora de ser consumado.
O teu prazer, esse também nunca foi para sempre. Acabou por se fundir numa necessidade obrigatória de matar a fome de carne, em vez de continuar a viver de vontades espontâneas de consumar algo mais que uma simples noite de sexo.
A minha dor não será para sempre. Também ela me abandonará juntamente com as tuas lembranças, deixando-me em paz comigo próprio, vazio de ti... pronto para me voltar a encher com o tanto que alguém me vai dar. Talvez aí, nesse processo em que volto a preencher-me de pedaços de alguém, volte a iludir-me ao ponto de re-acreditar que tudo é para sempre, até que esse sempre chegue ao seu limite e termine com direito a ficha técnica, notas de rodapé e música a condizer.
Imagem: "Escuridão", Tiago Estima
A solidão é um vício que apanhamos quando nos isolamos...
A solidão é um vício que perdemos quando nos damos.

Stereophonics - Nothing compares to you És a fase da lua que falta
no calendário todos os meses
para o ano estar em alta.
És um poema esquecido
na mesa de um velho amargurado
à espera de ser lido.
És som que não saiu
de nenhum instrumento.
És barulho que ninguém ouviu.
És uma estrela que tropeçou
e caiu do firmamento.
És o meu dia de sol
mesmo quando sopra vento
e a chuva cai no meu cais.
És um pouco disto, mesmo que isto
pareça simples de mais para ti...
Stereophonics - Maybe Tomorrow A vida é um cacto... espetam-me os espinhos.
Lúcia Moniz - Sou como a noite (acústico) Não entendo porque foge o sol todos os fins de tarde, Não entendo porque foges tu todos os dias,
mesmo sabendo que a lua o procura a noite toda,
até que se cansa, adormece e ele aparece.
Quando a lua volta a acordar, ele volta a esconder-se
até ao dia em que não aguenta mais e se deixa apanhar.
mesmo sabendo que eu te procuro dia e noite,
sem me cansar. Podias-te deixar apanhar...
Sexta-feira à tarde fomos arrancar
lamentos um do outro e chorar
calados, cada um as suas mágoas,
como em tantas outras sextas-feiras
de sol quente e ar fechado aos tolos.
Como em tantas outras sextas-feiras à tarde,
ela estava de alma pintada daquele negro que arde
e de cara amarrada às mãos de apoio.

Imagem: "The fall" de Megateven
Elisa - Rainbow (live) Se não vens não preciso sorrir, nem abrir os olhos e ver que não estás. Não preciso estender os braços e abraçar o vazio, nem abrir as mãos para não sentir a tua pele. Não preciso respirar porque sem o teu cheiro o meu ar fica pobre. Não preciso sequer acordar porque sem ti não consigo adormecer.
Se não estás eu não estou também, nem mesmo me encontro se não te consigo encontrar. Não preciso falar porque não tenho quem eu quero para me ouvir. Não preciso sorrir porque me faltas tu para me alegrar.
Se não voltas não preciso voltar a andar porque não tenho para onde ir. Não preciso fazer planos se não tenho um caminho para percorrer. Não preciso existir se não dás sentido à minha existência. Não preciso ser feliz porque faltas tu para me completar... Não preciso sequer viver se não estás aqui para me amar.
David Fonseca - Haunted home A cada dia que passa eu
avanço lentamente de encontro
à noite e pergunto por ti...
Sem resposta eu retorno ao meu
canto e adormeço sem ti.
Sia - Don't bring me down No dia em que me deixares,
vou fugir atrás de ti,
roubar a tua sombra
e ficar no lugar dela.
Assim vou seguir todos
os teus passos e impedir
que sigas a tua vida sem mim.
É verdade... o rapaz fez ontem, dia 7 de Fevereiro, meio ano! É um óptimo meio ano de existência, com mais de 25.000 visitas, das quais aqueles que me acompanham desde o 1º dia e também os que foram aparecendo e ficando, novo visual, uma aparição na Tv... Obrigado a todos pelas visitas, comentários, simpatia, apoio, críticas...
Elisa - Simplicity
Queria deixar de sentir que as tuas
palavras me matam a cada instante.
Se agora me achas distante,
não duvides, a culpa é tua.
Aceita que não te soubeste dar,
afinal amar não é coisa simples.
E na simplicidade desse não saber
aceita que as tuas palavras provocam em mim
ataques de fúria que me furam o peito,
fazendo-me romper o chão deste jeito.
The Gift - My Lovely Mirror