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Crónica de um louco sentimental - Recaída

autoria de Bruno C. da Cruz, em 07.07.05

 

Nem a esperança de uma lua cheia te fez voltar a encher o peito de mim. Nem lua, nem céu, nem eu, nada, ninguém, é capaz de acabar com a secura que engoliste e que depressa se apoderou de ti.

Nem a esperança de uma saudade te fez voltar a sentir a minha falta. Eu sei que pensas em mim! Sim, sim, sim... Nem lua, nem céu, nem eu, nada, ninguém!

Nem a esperança de uma recaída, uma ferida, um aviso, um aroma, um odor, uma dor, um grito, te fazem acordar na minha direcção. Nem um buraco do chão, nem o bater fraco do teu, do meu, coração... Não, NÃO, NÃO... Nem lua, nem céu, nem eu, nada, ninguém!

Nem a bem, nem a mal, nem implorando, nem pedindo, chorando, caindo, sofrendo, querendo, morrendo. Nem assim! Nem um sim, nem um não, um adeus, nem um perdão, uma ameaça, um pedido de vida, uma sentença de morte, uma acusação, uma defesa. Nem uma palavra, um sinal... Nem lua, nem céu, nem eu, nada, ninguém!

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