Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]



Esta mania de escrever

autoria de Bruno C. da Cruz, em 22.09.04

Um dia acordei e quis ser poeta.

Desejei falar a língua de quem sente
as palavras e escreve sentimentos.
Quis ser tão grande como os grandes
e traduzir a minha alma que grita
numa língua que me seca os pensamentos.
Quis ver nascer entre os meus dedos
o alicerce de um poema e ver crescer
a minha dependência com as palavras.
Esperei ser digno de ver aquilo que os olhos
renegam, desde que se abriram, com inocência
e ignoram, sempre que piscam, com ignorância.

Um dia acordei e desejei não ser mais poeta.
Desejei não viver desta forma tão sôfrega
que me isola o coração e me rasga o peito
em pedaços que cultivo no papel.
Quis deixar de sentir as palavras
comerem tudo o que sinto e não mais deixar
que elas bebam toda a sensibilidade
que me corre no sangue.
Quis deixar de saber a cor de cada sentimento
e o paladar de cada amargura
que fica marcada como cicatriz que nunca sara.

Um dia acordei e percebi que ninguém
é ou deixa de ser poeta somente porque deseja.
A poesia é como um vírus que já nasce com o poeta.
E quando menos se dá por isso o vírus desperta
e faz o poeta amar incondicionalmente tudo o que dói.
Faz o poeta viver intensamente tudo o que sente.
Faz o poeta dar voz à alma e ao coração
e condenar ao silêncio o sensor da razão.
Faz o poeta beber silêncio para não verter lágrimas
E faz o poeta chorar palavras.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 00:01


48 comentários

Sem imagem de perfil

De Anónimo a 30.09.2004 às 21:49

MT bom :)MT BOM mesmo :):):):) um pequeno poema mas grande no significado.. como eu comprendo as palavras aqui expressas....Tiago
</a>
(mailto:santosiago@msn.com)
Sem imagem de perfil

De Anónimo a 24.09.2004 às 00:38

P/ Aran-aran: bigado mais uma vez :) o rapaz que pensava que o mundo era redondo
</a>
(mailto:m@pt.pt)
Sem imagem de perfil

De Anónimo a 23.09.2004 às 23:29

Gostei e especialmente do final, bjinhosAran_aran
(http://capricornioemim.blogs.sapo.pt/)
(mailto:aran_aran@sapo.pt)
Sem imagem de perfil

De Anónimo a 23.09.2004 às 18:29

P/ fernanda: e n kero ter :p *****o rapaz que pensava que o mundo era redondo
</a>
(mailto:m@pt.pt)
Sem imagem de perfil

De Anónimo a 23.09.2004 às 18:28

P/ lulu: obrigado por partilhares as palavras do teu poeta :) e obrigado eplo conselho! o rapaz que pensava que o mundo era redondo
</a>
(mailto:m@pt.pt)
Sem imagem de perfil

De Anónimo a 23.09.2004 às 13:26

Quer queiras quer não, não tens alternativa! Poeta lindo... Beijofernanda
(http://fernanda.blogs.sapo.pt)
(mailto:fernandadias@sapo.pt)
Sem imagem de perfil

De Anónimo a 23.09.2004 às 13:14

Muito haveria para dizer sobre o poeta e a poesia, que não cabe neste espaço. Deixo-te as palavras do meu poeta de eleição, Rainer Maria Rilke. "For verses are not as people imagine,simply feelings... they are experiences. For the sake of a single verse, one must see
many cities, men and things, one must know
the animals, one must feel how the birds fly
and know the gesture with which little
flowers open in the morning."
Continua, sempre com os olhos bem abertos. :)
lulu
(http://vozesdotempo.blogs.sapo.pt)
(mailto:luluonthebridge@sapo.pt)
Sem imagem de perfil

De Anónimo a 23.09.2004 às 02:35

P/ Ana: Thnks ;) ****o rapaz que pensava que o mundo era redondo
</a>
(mailto:m@pt.pt)
Sem imagem de perfil

De Anónimo a 23.09.2004 às 01:02

Que vício tão fixe que tu tens... :) Bijinhos e continua assim, pá, é dos melhores vícios que pode haver!!Ana
(http://blogdaana.blogs.sapo.pt)
(mailto:ana_gorgulho@sapo.pt)
Sem imagem de perfil

De Anónimo a 22.09.2004 às 22:37

P/ Mustapha: Thanks ;) [][][]o rapaz que pensava que o mundo era redondo
</a>
(mailto:m@pt.pt)

Comentar post


Pág. 1/5




Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

  Pesquisar no Blog