Agora que o dia que se segue é o dia do tudo ou nada, aquele em que fico entre a parede e a espada, não sei bem o que te dizer. É muito o que guardo cá dentro. É tanto que a ideia de te perder dá-me um aperto tão grande no peito...
DIzer-te que és a pessoa mais importante para mim, pareceria cliché, mas é de todo a verdade que nunca te disse... Não sei porque não o disse, talvez porque o deverias saber. E agora ao pensar que amanhã poderei não dizê-lo sinto-me sem chão. Sinto um buraco no lugar do coração.
Agradecer-te por tudo o que fizeste por mim é pouco, quando eu sei que já te acusei de não teres feito tudo o que podias. Mas a verdade é que fizeste muito. Devo-te unicamente a ti o orgulho de ser quem sou hoje... Mesmo temendo que tu não me conheças verdadeiramente! E esta não é culpa tua. É minha. Talvez porque foi mais fácil afastar-me do que mostrar-me. Talvez porque não me mostraste tu que eu não tenho o que temer.
Agora que o dia que se segue é o tal dia, dói-me a ideia de te perder...
Boa sorte Mãe...
Eu sei, as minhas palavras
são setas que furam e perfuram,
não só o teu coração
mas também a tua alma.
Calma!
Não o faço por mal.
Talvez seja medo e insegurança.
Enquanto isso choras, na esperança
que das minhas palavras brotem flores
para acalmarem as tuas dores.
Mas não, apenas saem setas
que não controlo e que insistem
em bater em ti.
Saem setas que persistem
à minha vontade de não te magoar
uma e outra vez.
Os anjos choram,eu sei.
Por isso perdoa-me quando te faço chorar.
Não é por mal. Talvez seja por eu achar
que sou um simples mortal...
Sinceramente não percebo esta insistência em ter-te cá dentro a dar cabo de mim. Não mereces o que te dou. Não mereces o que eu sou.
Consegues deitar sempre tudo por terra e, pisar ainda mais, onde já doeu tanto anteriormente.
Não me mereces!
Perdi-me, não me lembro bem quando nem porquê. Sei que foi algures em Maio. Pelo caminho perderam-se lembranças e sentimentos. Enterraram-se dores, secaram-se lágrimas, curaram-se feridas, escreveram-se palavras, partiram-se momentos.
Perdi-me, não sei se por tua causa ou por minha. Pelo meio perderam-se músicas, rasgaram-se poemas, rebentaram-se laços, negaram-se beijos, rejeitaram-se abraços.
Perdi-me e não me encontro. Prefiro continuar a perder-me em ti e a saborear a ilusão que me invade e me esconde a realidade...
...Afinal já te perdi, a ti...
...Acho que foi em Maio!
Hoje, não mais que hoje - assim o digo e espero - deixo-me embalar por uma tal melancolia já provada anteriormente, em tempos que a dor na alma não dormia. Entrego-me, como que sem forças, e deixo-me levar na viagem pelo sabor de uma dor que conheço, não percebo e não controlo. Uma dor que me assola em dias que a fragilidade me toma por seu.
Hoje e não mais que hoje - assim o peço - deixo-me estar às escuras, sem luz do candeeiro e sem luz de janela. Perco-me na música e sinto cada nota a entrar em mim em jeito de condimento necessário para este estado sem hora marcada.
Hoje, nunca tanto como hoje, dóis-me sem eu saber porquê.
Só para dizer que me podem "seguir" no Twitter!
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Ontem o sol entrava pela janela do comboio. Não, o sol entrava em mim. E eu sorria! Ia de óculos pretos, não pela força do sol mas pelo cansaço dos olhos que ultimamente pouco e mal dormem. Pensei em ti.
Tu e eu e uma lua cheia.
Hoje a lua reflecte-se na janela do quarto. Não, reflecte-se em mim. E eu sorrio! Fico de olhos fechados, não pela estranheza do sono mas pela vontade de sonhar que ultimamente pouco e mal me prende. Penso em ti.
Tu e eu e uma lua cheia.
Há pessoas que de tanto querer, no fim de contas já não sabem ao certo o que querem! Confundem-se a elas próprias, tentam confundir os outros e, no fim de contas, acabam por ser confundidas com seres confusos.
Mais uma noite. O sentimento de abandono enche-me o conteúdo de cada pensamento.
Mantens-te distante na divisão ao lado, como se aqui em casa ninguém mais existisse.
Adormeço.
Acordo.
Faz muito tempo que não me tocas com desejo.
Levanto-me.
Vazio.
Dói-me cá dentro mas não sei onde.
You are so beautiful, to me...
Sempre. Desde que os meus olhos, pela primeira vez, alcançaram esse jeito tão tipicamente teu. Desde que o barulho passou a ser música, nas tuas mãos que me tapam do ruído. Desde que a tua mão passou a ser fio condutor, por entre as linhas cortadas que outrora me prendiam caminhos nas pernas cansadas.
You are so beautiful, to me...
Agora. Porque a beleza vem de dentro para fora e não de fora para lado nenhum. Porque já te vi de ângulos diversos, controversos e dispersos, de olhos cansados, fechados e molhados. Porque deixei do outro lado da porta os olhos que me fazem ver-te simples e mortal e vejo-te com o que bate cá dentro e me faz querer ter-te.
You are so beautiful, to me...
Mesmo quando me calo e te olho até que o sono me consuma qualquer réstia de força.
Frágil. Hoje sinto-me frágil demais.Como se tudo na vida fosse um beco sem saída.
Mais. Hoje sinto que sou apenas mais um. Como se cada passo que dou não me levasse a lado algum.
Obrigado Donna Maria, pelo concerto de ontem em São João da Madeira! O Porto espera-vos! Sem palavras, apenas digo, foi bom ter-vos por perto. Foi perfeito.
Fica aqui uma pequena amostra do que se sentiu e se ouviu nesta noite!
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