O que vem de dentro não se explica e por vezes não sai da melhor forma. Ama-se por vezes de forma errada sem, no entanto, estarmos errados quanto aquilo que sentimos. Por vezes os abanões acordam-nos, outras deixam-nos quietos, sem reacção, à espera que a paz chegue.
O que vem de dentro é complexo e nem sempre tem voz suficiente para se fazer ouvir. Ama-se por vezes de forma acertada sem, no entanto, fazermos aquilo que está certo e de acordo com o que sentimos. Por vezes os problemas derrubam-nos, outras deixam-nos quietos, sem reacção, à espera que a guerra passe.
Mas independentemente de tudo, ama-se!
Parece que andamos todos às voltas e voltamos sempre ao ponto de partida. Talvez seja um ponto para nos conhecermos melhor, ou uma partida para nos encontrarmos mais à frente. Parece que a vida anda em círculos e se repete até que se aprenda e se absorva a mensagem e o ensinamento. E quando ela estagna? Será que chegamos ao fim ou ao principio de uma nova aprendizagem? Talvez nem uma coisa, nem outra. Talvez aí seja a altura de pôr em prática o que já se aprendeu. Talvez aí seja o momento de ver que aprendemos tudo errado e que é altura de nos voltarmos a encher de coisas novas. Talvez... Mas enquanto isso, vou a Marte e já volto!
Apenas um dos sentidos está em contacto constante e directo contigo: a audição! Os meus ouvidos em contacto com a tua voz, quando tu me telefonas. Todos os outros sentidos apenas sentem lembranças e o peso da distância... Se colocasse a saudade nas mãos, não cabia nas duas! I miss you…
Não somos perfeitos. Não andamos a vender a relação perfeita. Temos as nossas coisas boas, temos as nossas coisas más... Mas, com todas as coisas boas e más, é a nossa relação! Com acesso interdito a pessoas sem vida própria.
Batem os dois, lado a lado
Compondo um som qualquer,
Uma espécie de fado.
Não que seja triste ou chorado
Só porque soa a fado…
Apenas é sentido no corpo e na alma
Como só o fado sabe fazer sentir.
E batem os dois, lado a lado
Com a típica ilusória calma
De quem canta o fado.
Não que seja chato ou parado
Só porque se trata de fado…
Apenas é sentido no peito e na alma
Como só nós dois sabemos sentir.
Há pessoas que te vão tentar deitar abaixo. Há pessoas que não te vão conseguir tirar da cabeça e, em vez de seguirem com a vida delas, vão viver na sombra da tua vida, a procurarem-te e a verem-te onde tu nem sequer estás. Há pessoas que te vão acusar de errares, mesmo quando se olham ao espelho, ou quando deitam a cabeça na almofada, e sabem que por dentro são iguais ou piores. Há pessoas que vão ficar presas na página que tu já viraste há meses, obcecadas, fechadas, rancorosas, com mania da posse das verdades, inconformadas, ressabiadas, com sede de vingança, afirmando que já não importa o passado e praguejando para o teu futuro… esquecendo-se, claro está, que quem deseja mal aos outros leva com ele todo em cima. Há pessoas que pensam que te dão dores de cabeça, quando na realidade te fazem cócegas no ego, dando-te uma importância tamanha que afirmam não existir! Para essas pessoas, quando já não há pachorra, um Fuck U não chega, mas alivia!
Porque me pediram. E porque faz sentido...
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Vamos fazer a página crescer e O Rapaz chegar a mais gente!
Sim. É com alguma frequência que a minha cabeça se desmonta em peças e se torna o caos. Sim. É com regularidade que a abano e nada sinto a não ser um vazio e um medo de encher esse vazio com coisas que nada valem. Um vazio que ecoa tanta coisa que eu não quero ouvir, para não pensar, para não sentir, para não doer.
Sim. Costumo perder a paciência e passar horas a correr atrás dela só para suportar o peso dos dias e o tamanho das noites, que ora são enormes ora nem dou pela sua passagem.
Sim. É com frequência que repito Eu não estou aqui. Isto não me está a acontecer e fujo de olhos fechados e pernas cruzadas para não chegar a lado algum. Apenas para fugir, só por fugir. Só porque sim.

Temos uma nova Primavera, cheia de cor, luz e calor. Temos os pássaros, as estrelas, as flores. E no ínicio, meio e fim de tudo isto, temos o nosso amor.
Temos uma nova Primavera, só minha e tua, sem medos, dramas, receios, fantasmas. Temos as borboletas na barriga, as árvores, as cores.
... E no meio de coisas tão simples já viste o tanto que temos?

Obrigado por teres aparecido.
Obrigado por me teres ajudado a acordar de um pesadelo.
Obrigado por me teres ajudado a dar um passo em frente.
Obrigado pela paciência.
Obrigado pela insistência.
Obrigado pela compreensão.
Obrigado pela atenção.
Obrigado pela simplicidade.
Obrigado por me limpares as lágrimas.
Obrigado pelas palavras, pelo ombro, pelo abraço.
Obrigado pelo apoio.
Obrigado pelo amor.
Obrigado por seres tu.
Obrigado por me aceitares como sou.
Obrigado por me deixares ser eu.
Obrigado por me deixares ser teu.
Obrigado pelo silêncio, pelos olhares e pelo entrelaçar dos dedos.
Obrigado por afastares os meus medos.
Obrigado pelo conforto.
Obrigado pelas sms's.
Obrigado por me fazeres sentir especial.
Obrigado por me fazeres sentir amado.
Obrigado por acreditares em mim.
Obrigado por me fazeres feliz.
Obrigado por me fazeres sorrir.
...
...
...
Obrigado por tanto!
Há páginas que pensámos viradas ─ umas por nós, outras tantas por alguém ─ que afinal continuavam a ser escritas, lidas e relidas. Páginas com histórias boas, páginas com histórias más. Páginas de cumplicidade, alegria, carinho, paixão, amor. Páginas de solidão, angústia, sofrimento, ciúme, traição e muita dor.
Guardarei as páginas boas! As páginas más estou a rasgá-las uma a uma. O que é mau faz-nos mal, torna-nos amargos, não nos deixa evoluir, não nos permite seguir em frente.
Que se virem as páginas e que o branco de uma nova página signifique muita paz!
A vida dá muitas voltas e reviravoltas e, por mais que às vezes elas nos custem a suportá-las, são somente para nos obrigar a sair da inércia, a tomar decisões, a seguir um caminho novo e desconhecido. Podemos ter medo, vontade de ficar enrolados na concha, de desistir, mas o caminho tem de ser seguido de cabeça erguida... por mais que o nosso interior se contorça de incertezas e mal-estar.
Aqui vou eu...
Eu bem tento remeter-me ao silêncio, ignorar as palavras e todos os seus significados mas, onde quer que eu me esconda, elas acabam sempre por me puxar os dedos. Mesmo que não me apeteça falar de nada, elas sabem sempre tudo o que explode na minha cabeça e tudo o que rebenta no meu coração.